Em 2025, o Brasil registrou mais de 500 mil afastamentos do trabalho por transtornos
mentais, segundo dados do Ministério da Previdência Social. O número representa um
crescimento de aproximadamente 15% em relação a 2024, que até então já havia sido
considerado um ano recorde. Ano após ano, os afastamentos por questões de saúde
mental no trabalho vêm atingindo novos patamares.
Esse aumento contínuo indica que o adoecimento psicológico relacionado ao trabalho não
é um evento isolado. Trata-se de um problema atual, estrutural e crescente, que afeta
trabalhadores de diferentes setores e impacta diretamente as empresas, a produtividade e
a economia brasileira.
Profissões mais impactadas e fatores de risco no ambiente de trabalho
Ao observar as profissões com maior número de afastamentos por transtornos mentais, é
possível identificar padrões recorrentes no ambiente de trabalho. Em geral, são atividades
marcadas por alta rotatividade, pressão constante por metas, volume excessivo de
demandas e jornadas prolongadas, fatores que comprometem o equilíbrio entre vida
pessoal e profissional.
Somam-se a isso o avanço do trabalho mediado por tecnologias e o uso excessivo de
telas, muitas vezes sem pausas adequadas, o que contribui para quadros de fadiga
visual, sobrecarga cognitiva e desgaste emocional. Nesse cenário, a combinação entre
cobrança contínua, ritmo acelerado e pouca previsibilidade reforça a insegurança em
relação ao emprego, criando condições favoráveis ao adoecimento psicológico no
trabalho
Saúde mental no trabalho: de um problema individual a um desafio
coletivo e social
Durante muito tempo, a saúde mental foi tratada como uma questão individual. No
entanto, os dados recentes mostram que essa leitura é insuficiente. O Brasil vem
acumulando recordes sucessivos de afastamentos por transtornos mentais, o que
evidencia que o problema se mantém e se amplia ao longo dos anos.
Quando esse mesmo cenário se repete em áreas distintas, setores diferentes e contextos
que não se relacionam diretamente, fica claro que o adoecimento não pode ser atribuído
apenas ao indivíduo, a uma função específica ou a uma empresa isolada. Trata-se de um
problema sistêmico, com impactos coletivos e sociais que ultrapassam o ambiente de
trabalho. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os transtornos mentais
geram perdas econômicas globais bilionárias, reforçando a relevância desse tema para
toda a sociedade
O papel das empresas na prevenção de transtornos metais
Diante de um cenário em que a saúde mental no trabalho se mostra um desafio coletivo,
as empresas têm um papel estratégico na prevenção. Investir em cuidado psicológico não
se limita ao bem-estar individual, mas está diretamente relacionado à manutenção da
produtividade, do engajamento e do desempenho organizacional.
Entre as ações que podem contribuir para ambientes de trabalho mais saudáveis estão:
- A ampliação do acesso a serviços de saúde
- Incentivo ao cuidado preventivo
- Identificação precoce de sinais de desgaste emocional
- Apoio ao bem-estar físico, emocional e visual dos colaboradores.
Nesse contexto, benefícios corporativos em saúde, como os oferecidos pela
Visioncard, auxiliam as empresas ao integrar cuidado, prevenção e acesso à saúde
em uma única solução, promovendo ambientes mais equilibrados e sustentáveis para
pessoas e negócios
Fontes
- Ministério da Previdência Social (Brasil)
- Organização Internacional do Trabalho (OIT)
- Organização Mundial da Saúde (OMS / WHO)
- G1 – Economia e Trabalho
